perguntas abrem milhares de portas
Alguém me perguntou porque eu tenho que ser tão crítico e retrucar com tudo...kkk olha, se eu não fosse assim seria mais um no meio do gado . Eu pergunto e digo o que sinto das coisas. Isso incomodava professores e incomoda gente acomodada com a frase..." porque sempre foi assim" ... vejam vocês que um dia perguntei pra minha mãe: Mãe, eu vou ter esse nome pra sempre? E ela disse: sim filho. É assim com todo mundo. Eu respondi: mas eu não gosto desse nome que vocês me deram. Não quero ser chamado por ele pra sempre. Um dia vou muda lo. Minha mãe me olhou com um olhar terno e disse: Olha. Acho dificil você mudar seu nome mas não é impossivel... ela tinha razão. Levou anos mas hoje ninguém ou quase ninguém me conhece pelo nome q não gosto. Eu escolhi meu nome e sou chamado pelo nome que escolhi. Porque se não fosse assim eu não seria o que sou hoje. Isso faz parte da minha historia. Contestar o incontestável e transformar aquilo que me é possivel transformar. Assim como aprender a aceitar aquilo que não consigo transformar esta ultima parte esta em processo. Faz parte da prece de caritas. Que possamos transformar aquilo que é possivel transformar e aceitar aquilo que nao é possivel transformar. Quando ainda no banco da faculdade disse pros meus colegas que ia ser um bibliotecario autônomo e faria meu caminho organizando bibliotecas particulares meus colegas riram de mim. Eu, acostumado com gente que ri porque não consegue enxergar mais longe, na epoca me lembrei que colegas do trabalho riram de mim por querer entrar na usp com 40 anos. Riram e depois engoliram o riso...kkk meu primeiro cliente ainda aluno do primeiro ano foi um diretor do itau. Os colegas de classe disseram : "puta cara rabudo" como se isso fosse sorte. Mas nao foi. Me acharam porque eu estava la naquele anuncio tosco do qual eles tiraram sarro. Fui la e fingi que sabia tudo...e aprendi fazendo e criando soluções que só eu podia nao porque sou melhor do que ninguem. Mas porque estava la e ousei tentar. O meu peimeiro anúncio oferecendo serviço de Bibliotecario me causou ameaças de um professor bosta que me ordenou que tirasse o anúncio. Mas eu ousei enfrenta lo. Afinal eu estava entrando num nicho no qual a mediocridade desse imbecil não poderia interferir. As vezes sinto a falta desse espirito empreendedor e desafiador nos jovens. Eles sao tão bonzinhos, não criticam nada. E viram gado num mercado de trabalho que esta cada vez mais mecanizado e cuspindo mão de obra comum pra fora do sistema. Ficava puto nos bancos de facildade quando os professores perguntavam: Alguma duvida? E ninguem da molecada tinha dubidas. Elas me comiam vivo eu tinha muitas duvidas. E dai era sempre eu o chato a perguntar coisas. Um dua surtei com is colegas e disse: caras, eu sou mais velho e tenho todas essas duvidas pra por na mesa e voces? Tao jovens. Cade as duvidas? Voces aabem tudo? Quando finalmente ezcrevi meu tcc sobre formaçao de leitores entendi porque a massa dos jovens nao colocava suas duvidas. Foram adestrados na escola, a fabrica de apertadores de parafusos. Nessa escola o aluno senta e cala a boca. O que o professor diz é o certo. O errado é duvidar disso e fazer perguntas. Quando eu falo para os jovens sobre serem mais agressivos na criatividade e em criar novos espaços, novas solucoes e oportunidades, eles me olham como se vissem um e.t. . E eu sou mesmo...kkk um e.t. bem doido. E digo. Conheço biologo que votou no mico e agora fica impressionado com a morte dos bichos no pantanal em chamas. Nossos jovens tem grande dificuldade em associar causas e efeitos. Não imaginam que se um presidente coloca um ministro do meio ambiente que é temido pelos jacares do pantanal que isso reflete em toda cadeia alimentar e no extermínio da fauna e da flora. Claro que quem risca o fosforo nao é o inominavel, mas a falta de fiscalização e o passar da boiada deixam território livre para garimpeiros e madeireiros fazerem o serviço sujo.
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